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Por que as pessoas não querem ser membros de igreja?

Vive-se num mundo onde cada vez temos igrejas mais cheias e menos compromisso… afinal, Por que as pessoas não querem ser membros de igreja?

Analisando alguns aspectos da bíblia, da atualidade e de nossa vivência, e um texto do blog hideide, podemos ter algumas percepções do por quê isto vem ocorrendo.

Compromisso

Ser membro da Igreja significa participar de ministérios, da Santa Ceia, ser dizimista, estar nos cultos sem a necessidade de um ritual ou título que diga o que a pessoa é ou não. Se você pensar bem, esta é a mesma razão pela qual as pessoas querem “morar junto” hoje em dia, sem estarem legalmente casadas. É ter as recompensas sem o peso dos deveres (bônus sem o ônus) . Não se pode exigir nada, porque, se a pessoa não gostar, pode-se simplesmente ir embora sem ter de dar satisfações a ninguém.

Leis e regimentos

Ser membro da Igreja significa não circular por aí, e isto pode assustar. Viver sem conhecer novas ideias, novos templos e novas pessoas e ainda aderir a um conjunto de preceitos. Existem coisas com as quais as pessoas não concordam na Igreja, até mesmo doutrinárias. Sem serem membros, não há compromisso com nada disso.

Testemunho com a igreja

Ser membro da Igreja significa ter a responsabilidade pessoal de zelar pelo testemunho em relação à ela. Se alguém me perguntar alguma coisa, não posso simplesmente dizer que frequento, que estou visitando, vendo “qual é”.

Orar pela igreja

Ser membro de uma Igreja é sustentar as “coisas chatas” que toda Igreja tem. Fazer o que quiser, sem ser requerido, não ter a obrigação de amar ninguém nem de sustentar ninguém com orações. Se eu não for membro, as pessoas não contam comigo, faço o que quero, quando quero. Se o calo apertar, eu peço pra sair e descanso o tempo que me for necessário.

Pontos contras

Não ter filiação com uma igreja e com seus membros tem suas consequências, vamos rever algumas delas

Quando não assumo integralmente meu papel como membro da Igreja, vivo parcialmente o amor de Cristo. Não serei nunca capaz de “alegrar-me com os que se alegram e chorar com os que choram” (Rm 12.15), porque meu envolvimento é sempre parcial. Sem conhecer o amor verdadeiro, posso ter todos os demais dons, mas de nada eles me adiantarão (1Co 13). Quando eu entrego fielmente o dízimo, compareço aos cultos e participo dos ministérios, não estou fazendo favor algum à Igreja, ao pastor, nem sendo mais santo que os membros assumidos que não o fazem. O erro deles não justifica minhas ações. De certo modo, eu há semelhança com o fariseu que subiu ao templo para orar (Lc 18.9-14). Estou apenas cumprindo meu dever cristão, mas se faço isso apenas para não ser cobrado, então “já recebi minha recompensa” (Mt 6.6).

Membro se chama “membro” por um motivo…

Quando eu não me torno membro da Igreja, torno-me uma anomalia, uma parte do corpo de Cristo que quer viver de si mesma. Mas um membro não pode ser separado do corpo sob o risco de morte, assim também, fora do corpo de Cristo, morremos, uma vez que a comunhão plena alimenta a espiritualidade saudável (1Co 12-14).

Se Cristo amou a Igreja e chegou a ponto de morrer por ela, quando não assumo integralmente meus votos numa comunidade local, corro o risco de situar-me fora desta esfera de amor, de santidade e de incorruptibilidade, mesmo considerando os defeitos e infortúnios que ela, como comunidade humana, santa e pecadora (no dizer de Martim Lutero) pode conter (Ef 5.25-27). Ao contrário, importa-me sofrer por ela: “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24).

Ser membro é consequência de entrega a Cristo

O fato de ser membro de uma Igreja é consequência do fato de que me entreguei a Cristo, vivo por ele. É uma manifestação visível da transformação invisível que Deus opera no meu interior. Devo me alegrar por isso, e não achar-me sob o peso de uma obrigação. Damo-nos primeiro a Deus e depois uns aos outros na comunidade de fé (2Co 8.5). Como poderei dar-me por inteiro a alguém se não quero assumir publicamente meu compromisso para com essa pessoa ou grupo, de todos os meios e formas pelas quais me for possível fazê-lo?

Por ter-me como seu igual, companheiro de jugo e de lutas, com maior profundidade poderão testemunhar de mim e sentir que estou 100% com eles, como aconteceu com Tito (2Co 8.16-23). Os membros da Igreja são neste texto chamados de “companheiros no desempenho da graça”, “companheiros e colaboradores”, “mensageiros da Igreja”, “glória de Cristo”.

About Diego Duarte

Diego Duarte é presbítero na igreja Presbiteriana Renovada de Votorantim Trabalha com TI e é apaixonado pela bíblia e suas promessas.

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