Gênesis – Através da Bíblia – Livro por Livro

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Olá, Graça e Paz!

Vamos iniciar nossos estudos através de cada livro da Bíblia. Venha conosco, compartilhe e abençoe!

Tema de Gênesis

Este livro é bem definido pelo seu título, Gê­nesis, que significa “princípio”, porque é a história do princípio de tôdas as coisas — o princípio do céu e da terra, o princípio de todas as formas de vida e de to­das as instituições e relações humanas. Tem sido chamado o “viveiro” das gerações da Bíblia pelo fato de nele se encontrarem todos os começos de todas as grandes doutrinas referentes a Deus, ao homem, ao pecado e à salvação. O primeiro versículo anuncia o propósito do livro. “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Os israelitas, aos quais foram primeiramente dirigidas a mensagemdo livro, aprenderam que o Deus da Palestina era também o Deus de todos os países, e que o Deus de uma na­ção — Israel — era também o Deus de todas as nações. Ora, sendo ele o Deus e Criador de toda a terra, devia por fim tornar-se o Redentor de toda a terra. O livro relata como se tornou necessária a redenção, devido ter o homem pecado e caído nas trevas; e como Deus agiu para escolher uma nação a fim de que esta fizesse chegar a luz da verdade divina às demais nações.

Autor de Gênesis

Moisés

Época abordada em Gênesis

Da criação até à morte de José, abrangendo um período de 2.315 anos, isto é, aproximadamente de 4.004 a 1.689 antes de Cristo.

Conteúdo de Gênesis

  1. A criação (Caps. 1, 2)
  2. A Queda (Cap. 3)
  3. A primeira Civilização (Cap. 4)
  4. O Dilúvio (Caps. 5 – 9)
  5. A Dispersão das Nações (Caps. 10, 11)
  6. Abraão (Caps. 12 – 25)
  7. Isaque (Caps. 17 – 35)
  8. Jacó (Caps. 25 – 35)
  9. José (Caps. 37 – 50)

Analizaremos agora os capítulos que se referem acada ponto da divisão acima, e assim gravando em nossa mente os fatos mais importantes.

1 – A CRIAÇÃO (capítulos 1 e 2)

O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia. A ordem da criação é a seguinte:

PREPARAÇÃO E SEPARAÇÃO
1.° dia -> Luz
2.° dia -> Ar -> Água
3.° dia -> Terra -> Plantas
COMPLEMENTO E TÉRMINO
4.° dia -> Luzeiros (corpos celestes)
5.° dia -> Aves -> Peixes
6.° dia -> Animais -> O Homem

No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando 6 dias e descansando no sétimo. Depois de ter criado o homem, a coroa da criação. Deus declarou que tudo era muito bom. O segundo capítulo mostra-nos como Deus preparou o primeiro lar do homem, como realizou a primeira cerimônia de casamento, e como colocou duas árvores no jardim, fatos que ensinavam as seguintes lições: se Adão e sua esposa escolhessem o bem e recusassem o mal, comeriam sempre da árvore da vida; caso contrário, morreriam.

No capítulo 2 encontramos uma repetição do relato da criação. Comparando, porém, os dois capítulos vemos que o primeiro nos dá um relato geral do acontecimento, ao passo que o segundo nos dá o mesmo relato acrescido de detalhes suplementares, salientando partes especiais da história. Esta peculiaridade do Espí­rito Santo ao dar-nos dois relatos de um mesmo acontecimento chama-se “a lei da dupla referência” e, acha-se através de toda a Bíblia. Mas o que o capítulo 2 fala da criação, que o capítulo 1 omite? Que significa que o homem foi criado “à imagem de Deus?” (Ef. 4:24; Cl. 3:10). A quem se refere “Nós” na expressão “Façamos o homem?” (Jó 35:10; Cl. 1:16; Jó 33:4)

2 – A Queda (capítulo 3)

Observem:

1. A possibilidade de tentação. A árvore da ciência (conhecimento) do bem e do mal foi posta no jardim a fim de que o homem fosse experimentado e aprendesse a servir a Deus por sua livre vontade.

2. O autor da tentação. A serpente representa “a grande serpente, o Diabo” e é também um seu agente.

3. A sutileza da tentação. A serpente conseguiu por uma dúvida na mente de Eva.

4. Êxito da tentação. Adão e Eva desobedeceram a Deus e tornaram-se conscientes de culpa.

5. O primeiro juízo.
a) Sobre a serpente: degradação.
b) Sobre a mulher: dor e submissão ao homem.
c) Sobre o homem: trabalho árduo até a sua morte, num solo cheio de espinhos.
d) Sobre o humanidade e seus descendentes: exclusão da árvore da vida no paraíso de Deus.

6. A primeira anunciação da Redenção.
a) A redenção prometida, Gên. 3:15. “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente”. Isto quer dizer que haverá uma luta entre o homem e o poder que causou a sua queda. “Esta te ferirá a cabeça” — o homem será vitorioso por meio de seu representante, o Filho do Homem. (Atos 10:38; I João 3:8). “E tu lhe ferirás o calcanhar” — mas a vitória será por meio de sofrimento, por meio da morte da semente da mulher, Cristo. (Veja também Gl. 4:4; Is. 7:14; Mt. 1:21).
b) A redenção figurada. O Senhor imolou a vítima do primeiro sacrifício para poder vestir o primeiro par culpado — um quadro da cobertura de uma consciência culpada por meio de um sacrifício de sangue.

Nota: o livro de Gênesis é o relato do desenvolvimento dessa promessa de redenção, demonstrando seu curso através de vários indivíduos e famílias.

3 – A Primeira Civilização (capítulo 4)

1. A história de Caim mostra como o pecado tornou-se hereditário e conduziu ao primeiro homicídio(Vide 1 João 3:12).

2. A história de Abel ensina-nos como aqueles que participam da culpa e do pecado de Adão podem ser aceitos na presença de Deus — por meio da oferenda deum sacrifício expiatório.

3. A primeira civilização. Caim tornou-se o fundador de uma civilização que incluiu uma cidade, agricultura, manufaturas e artes. O caráter da mesma foi marcado pela violação da lei do matrimônio e pelo espírito de violência. 4:19 – 24.

4. O nascimento de Sete. Abel morreu; Caim foirejeitado; a promessa da redenção passou ao terceiro filho de Adão, Sete (4:25 – 26)

4 – O Dilúvio (capítulos 5 a 9)

Havia agora duas classes de homens no mundo, os ímpios, Caimitas, e os piedosos, Setistas. (Gn. 4:25-26). A linhagem escolhida de Sete perdeu a sua separação e uniu-se pelo matrimônio com os caimitas. Resultado: um estado de impiedade na terra que exigia o juízo de Deus. Dos descendentes de Sete somente a família de Noé permaneceu fiel a Deus. Noé tornou-se o escolhido por meio de quem a promessa da redenção continuou o seu curso até o seu cumprimento. 5:29; 6:8. Notem a genealogia no capítulo 5. (Genealogia é o registro da descendência de um antecessor). Começa com Adão e termina com Noé. Encontramos muitas dessas genealogias na Bíblia . O propósito principal da maioria dessas genealogias, como da deste capítulo, é conservar um registro da linhagem da qual virá a Semente prometida: Cristo (Gn. 3:15). Façamos um sumário dos acontecimentos principais dêsses capítulos.

1. A genealogia de Noé (Cap. 5).
2. A construção da arca (Cap. 6).
3. A entrada na arca (Cap. 7).
4. A saída da arca (Cap. 8).
5. O pacto com Noé (Cap. 9).

Observem o estado adiantado da civilização ao tempo do dilúvio (Cap. 4:16 – 21). Os descendentes de Caim foram os edificadores da primeira cidade e os originadores das principais artes. De que devem lembrar-nos aqueles dias? (Mt. 24:37-39). Deus destruiu o mundo pelo dilúvio e começou uma nova “raça” com a família de Noé. Prometeu que a terra nunca mais tornaria a ser destruída por um dilúvio e pôs o arco iris como sinal deste pacto. O Senhor renovou o encargo imposto a Adão, a saber: povoar a terra. Há uma solene proibição de assassinato acrescida do aviso de que “quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado”. Isto significa a delegação de autoridade ao homem para governar os seus semelhantes e para castigar o crime. Antes disso, somente Deus podia castigar os malfeitores. Mais tarde Noé predisse o futuro de seus três filhos (9:18 – 27) e apontou Sem como a semente escolhida pela qual Deus abençoará o mundo.

5 – A dispersão das nações (capítulos 10 e 11)

Como introdução ao estudo das nações, leia novamente a profecia de Noé concernente aos seus três filhos (Cap. 9:24 – 27). O Dr. Pinnock escreve o seguinte a respeito do seu cumprimento : “Estas profecias cumpriram-se maravilhosamente. Concernente à descendência de Cão: os egípcios foram castigados com diversas pragas; a terra de Canaã foi entregue por Deus 800 anos mais tarde aos israelitas sob Josué, que destruiu muitos e obrigou o resto a fugir, alguns para a África e outros para vários países. As condições atuais do povo na África nós as conhecemos. Com respeito a Jaféte: “Alargue Deus a Jaféte” —cumpriu-se no extenso e vasto território possuído por ele— todas as ilhas e países do oeste; e quando os gregos, e depois os romanos, subjugaram a Ásia e a África, eles então ocuparam as moradas de Sem e de Canaã. Com respeito a Sem: “Bendito seja o Senhor Deus de Sem” — isto é, Ele e a Sua igreja morariam nas tendas de Sem; dele surgiria o Messias; e a adoração do verdadeiro Deus seria preservada entre a sua descendência, sendo os judeus a posteridade de Sem;

Observem as relações entre os capítulos 10 e 11. O capítulo 10 indica as moradas separadas das raças e o capítulo 11 explica como se deu a separação. Depois do dilúvio os descendentes de Noé, liderados por Nimrode (10:8 – 10), levantaram-se em rebelião contra Deus, e como manifestação disso ergueram a Torre de Babel. Era seu propósito organizar uma “liga de na­ções” contra Deus. Deus destruiu esse plano, confundindo a sua língua, e espalhando-os por entre diversos paí­ses. Não se sabe a finalidade exata da Torre em si, mas uma coisa sabemos, que o plano deles foi um ato de rebelião contra Deus. Evidentemente o propósito de Deus era que os descendentes de Noé se espalhassem e ocupassem os diferentes pontos da terra (Veja At 17:26 e Dt.32:8). Mas disseram : “Façamo-nos um nome, para quenão sejamos espalhados sôbre a face de tôda a terra”.Quem foi o provável instigador dessa rebelião? (cap. 10:8-9). Qual era o seu reino? (Cap. 10:10). De quem ele é tipo? (II Ts. 2:3-11); Ap. 13). Quem unirá as nações em rebelião nos últimos dias? (Ap.16:13-15). Babel (ou Babilônia) será outra vez país proeminente nos últimos dias? (Ap. 17, 18). Aprendam o esbôço simplificado dos capítulos 10 e 11:

1. A unidade da raça e língua.
2. O local do acontecimento — a terra de Sinar.
3. O propósito da Tôrre de Babel — ser um centro de rebelião contra Deus.
4. O juízo de Deus — a confusão das línguas.
5. O resultado do julgamento — a dispersão.

6 – Abraão

É interessante observar aqui que os primeiros 11 capítulos de Gênesis abrangem mais ou menos 2.000 anos— espaço quase igual ao de todo o resto da Bíblia. Por que se apressa de tal maneira o Espírito, ao apresentaros acontecimentos da aurora da história? Pelo fato de ser a Bíblia, em primeiro lugar a história da redenção, ao passo que a história das nações é um caso dependente daquele. O Espírito passa ligeiramente por sobre todos esses acontecimentos até chegar a Abraão. Aí detém-se e dedicamais lugar a essa pessoa só do que aos 2.000 anos da história humana anterior. A razão é evidente. O “Pai dos que crêem” desempenha um papel importante na história da redenção.

Voltemos ao capítulo 5. Alí chamamos a atenção à genealogia de Noé, iniciada com Adão. Agora voltando ao capítulo 11:10-26 verificamos que esta lista continua. Deus está ainda guardando um registro dos antecessores da “Semente da mulher”. Com o nome de qual pessoa importante termina esta lista (vers. 26)? Porquê? (Gn. 12.3). A promessa de Gn. 3:15 passou a Abraão. Deus oseparou do seu ambiente pagão, e além de promessas pessoais, lhe fez as seguintes promessas nacionais e universais: (Vide 12:1-3):

a) Que lhe seria dada uma terra (Canaã).
b) Que seria o pai de uma nação (Israel).
c) Que por meio dessa nação nessa terra todas as nações seriam abençoadas. Em outras palavras, o Redentor prometido em 3:15 viria de uma nação descendente de Abraão.

Um estudo da vida de Abraão revelará que ela é uma vida de fé — fé que foi demonstrada desde a época em que foi chamado até quando lhe foi ordenado o sacrifício de seu filho, Isaque. Sua vida é uma ilustração do tipo de pessoa que receberia a bênção prometida em 12:3, e uma profecia da verdade, que a salvação seria pela fé. Vide Gálatas, 3:8; Romanos 4

Neste estudo teremos tempo apenas para dar uma rápida passada na vida desse patriarca. Uma vez lidos oscapítulos, os detalhes se sugerem por si mesmos. Aprendam os seguintes fatos acêrca de Abraão:

1. A chamada para ir a Canaã (Gên. 12:1-5).
2. A descida ao Egito e os acontecimentos alí (12:10-20).
3. A separação de Ló e a libertação subseqüente deste último do cativeiro (13:5-11; 14:14).
4. Seu recebimento do pacto de Deus e a sua justificação pela fé (15:6, 18).
5. Sua circuncisão como um sinal do pacto (17:9-14).
6. A anunciação do nascimento de Isaque (17:15-19;18:1-15).
7. Sua intercessão a favor de Sodoma (18:23-33).
8. Sua despedida de Agar e Ismael (21:14).
9. Seu oferecimento de Isaque. (22).
10. Sua escolha de uma esposa para Isaque (cap. 24).
11. Seus filhos com Cetura (Cap. 25:1-4).
12. Sua morte (Cap. 25:8).

7 – Isaque (capítulos 17 – 35)

Nasceram dois filhos a Abraão — Ismael e Isaque. Desses, Isaque foi escolhido como herdeiro da promessa. A vida de Isaque é quieta e socegada e muito diferente da de seu pai. Ele foi, no entanto, como o foi seu pai, um homem de fé e um instrumento de bênção. Notem que a promessa lhe é repetida (Cap. 26). vejamos 6 fatos referentes a Isaque:

1. Seu nascimento prometido a Abraão e a Sára (Caps. 15:4; 17:19).
2. Amarrado sobre um altar de sacrifício (Cap. 22:9 ).
3. A escolha por Abraão, de uma esposa para ele(Cap. 24).
4. Deus lhe aparece e renova o pacto feito com seu pai (Cap. 26:2-5).
5. Enganado por Jacó (Cap. 27:18).
6. Sua morte (Cap. 35:38, 29).

De que foi símbolo o nascimento de Isaque (Gn.18:9-15 e Mt. 1: 1)? A sua ida ao Monte Moriá para ser sacrificado? (Vide Gn. 22 e Mt. 27:22, 23). Seu resgate da morte? (Gn. 22; Mt. 28:1-6). Seu pai enviando seu escravo para buscar-lhe a esposa (Gên. 24; Atos15:14; 1 Cor. 12:13; Efésios 5:25, 26, 32).

8 – Jacó

Nasceram a Isaque dois filhos — Esaú e Jacó. Esaú foi rejeitado e Jacó foi escolhido como portador da ben­ção (25:23). O caráter dêsses dois filhos revela-se pela atitude ante essa promessa (Vide 25:29-34). Acontecimentos importantes da vida de Jacó:

1. Comprou a primogenitura de seu irmão (25:33).
2. Enganou a seu pai (27:18-27).
3. A fuga para Padã-Arã (27:43 a 28:5).
4. A visão e o voto (28:10).
5. Suas transações com Labão (Cap. 31).
6. A luta com um anjo (32:24).
7. A reconciliação com Esaú (Cap. 33).
8. A sua ida ao Egito e seu encontro com José (Cap.46).
9. Sua morte e sepultamento (49:33 a 50:13).

Jacó é o verdadeiro pai do povo escolhido, porque nasceram-lhe 12 filhos, os quais se tornaram os cabeças das 12 tribos. Nota-se que ele é um verdadeiro tipo da nação, quanto ao caráter e experiências da mesma:

a) Notem a combinação da esperteza para os negócios e o desejo do conhecimento de Deus. Vejam como essas duas características se revelam nas tentativas deJacó a apoderar-se da primogenitura e bênção. Recordem-se que os judeus têm sido a nação religiosa e também a nação dos negócios.

b) Jacó esteve exilado de sua própria terra, durante mais ou menos vinte anos. Os judeus na sua totalidade estão fora de sua própria terra há mais ou menos 1.900 anos.

c) Jacó ao ser exilado levava a promessa que o Senhor o reconduziria, para cumprir Sua promessa feita a Abraão. Da mesma maneira, a restauração de Israel está prometida. Eles são amados por causa de Abraão, Isaque e Jacó (Rm. 11:28).

d) O plano de Deus cumpriu-se por meio de Jacó, apesar dos defeitos de seu caráter. Da mesma maneira sucederá com Israel como nação. Assim como foi transformado o caráter de Jacó, assim também será transformado o dos seus descendentes. Algumas importantes lições podem ser aprendidas da vida de Jacó:

1. O poder da graça de Deus. Jacó era tudo quanto significava seu nome — um suplantador, um enganador. Os laços sagrados da família não foram barreira para seus planos pois seu próprio pai e seu irmão foram vítimas da sua astúcia. Mas através da escória do pecado de Jacó, Deus viu o brilho daquilo que tem sido comparado ao ouro puro — a fé. Junto ao ribeiro Jabóc a gra­ça de Deus travou uma batalha com ele e na luta que se seguiu o pecaminoso Jacó morreu, mas da sua tumba surgiu uma nova criatura — Israel, um vencedor com Deus e com o homem.

2. O grande valor que Deus dá à fé. Embora os planos de Jacó para obter a primogenitura de seu irmão sejam inexcusáveis, o seu sincero desejo de obte-la demonstrou seu apreço pelas coisas espirituais. Para ele a primogenitura trouxe consigo a honra de ser o progenitor do Messias e seu veemente anelo por essa honra bem pode ser considerado como a expressão de fé naqule que havia de vir. Foi essa fé que lhe deu a preferência perante Deus, sobre seu irmão que, embora sendo em muitos sentidos mais nobre do que ele, demonstrou uma falta completa de apreço pelos valores espirituais, vendendo por um guisado de lentilhas o direito de ser o progenitor do “Desejado de todas as nações” (Ageu 2:7).

3. “Tudo o que o homem semear, isso também cefará”. O tio de Jacó, Labão, nas mãos de Deus foi um instrumento de correção para disciplinar a Jacó. Jacó enganou outros, e em compensação foi enganado. Encontrou em seu tio um espelho em que refletiam as suas próprias astúcias.

9 – José

A história de José, um jovem de 17 anos, o favorito de seu pai, Israel, a quem este último abertamente manifestava seu afeto e apreço e desta maneira causou a inveja dos outros filhos. José também foi favorecido pelo Senhor, que lhe revelou por sonhos que reinaria so­bre os outros membros da sua família. Isso enfureceu a seus irmãos, que o venderam para o Egito onde, depois de muitas adversidades, tentações e anos de espera para o cumprimento da promessa, foi elevado a vice-governador da terra do Egito. Quando vieram seus irmãos para comprar cereais e se inclinaram diante dele, seus sonhos se realizaram. A significação da história. As experiências de José estavam ligadas com o plano de redenção que já mencionamos. Deus permitiu que fosse vendido para o Egito e que sofresse para poder ser elevado, e dessa maneira ter uma oportunidade de alimentar a família escolhida durante a fome, colocá-la num território onde pudesse tornar-se em uma grande nação e passar por diversas experiências até que Deus conduzisse à conquista da Terra Prometida (Gn. 45:7, 8; 50:20). Guardem este peuqueno resumo da vida de José:

1. Amado por seu pai (37:3).
2. Invejado por seus irmãos (37:4).
3. Vendido aos Ismaelitas (37:18-36).
4. Favorecido pelo seu senhor (39:l-6).
5. Tentado pela esposa de seu senhor (39:7-19).
6. Encarcerado por Potifar (39:20 a 41:13).
7. Elevado por Faraó (41:1-44).
8. Não reconhecido por seus irmãos na primeira vez que vieram (42:7 a 44:34).
9. Revelado a seus irmãos no segundo encontro(45:1-15).
10. Reunido a seu pai, Jacó (46:28-34).
11. Sua morte (50:22-26).

A vida de José apresenta alguns tipos notáveis de Cristo. O amor de seu pai para com ele é tipo de que? (Gên. 37:3; João 5:20). O ódio de seus irmãos? (Mt.27: 1, 22, 23). Sua tentação? (Mat. 4:1). Sua paciência no sofrimento? (Tiago 5:11). Sua elevação por Faraó?(Mar. 16:19). Seu matrimônio com uma mulher gentí­lica durante a rejeição por seus irmãos? (Atos 15:14). A revelação de si mesmo a seus irmãos no encontro pela segunda vez ? (Zc. 12:10).


Gostaram do resumo? Comente se deixamos algo que você gostaria de ver de fora. Mande para todos que estão estudando a Bíblia e use em seus estudos nos grupos de sua igreja (Lembre-se de mencionar q foi no A Bíblia e Eu que você viu).

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  • Pr Reynaldo Ferreira
    janeiro 23, 2026 04:47

    Eita glória! Muito bom essa forma de estudar a bíblia. Obrigado de coração! Gostaria de continuar recebendo todos os livros. Um abraço.

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